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Presidente italiano diante de
caixão de soldado morto no Iraque |
Cerca de 250 mil
pessoas acompanharam os funerais de 19 soldados italianos mortos no
Iraque em um ataque com um caminhão-bomba na semana passada.
O funeral
ocorreu em Roma e foi acompanhado pelo presidente, Carlo Ciampi, e pelo
primeiro-ministro, Silvio Berlusconi.
A cerimônia
ocorreu na igreja de São Paulo, a segunda maior basílica da capital
italiana. Dezenas de milhares de pessoas acompanharam o cortejo pelas
ruas e centenas de milhares acompanharam o funeral por meio de telões
espalhados em volta da igreja.
Lojas,
escritórios e escolas em todo o país fizeram um minuto de silêncio em
homenagem às vítimas. Além dos familiares dos soldados mortos, a
cerimônia também foi acompanhada por 25 sobreviventes, que ficaram
feridos no ataque.
Luto
O cardeal
Camillo Ruini, que presidiu a cerimônia em Roma, afirmou que a Itália
não deve fugir do que ele chamou de ''terroristas assassinos''.
''Temos que
enfrentá-los com coragem. Mas não devemos odiá-los. Pelo contrário,
devemos tentar fazer com que eles entendam que o compromisso da Itália,
incluindo seu envolvimento militar, é orientado para proteção'',
afirmou.
O governo
determinou que essa terça-feira fosse um dia nacional de luto no país.
Além do um minuto de silêncio nas escolas e lojas, sindicalistas
paralisaram o trabalho por dez minutos e canais de televisão não vão
exibir propagandas durante o dia.
Antes, os
caixões das 19 vítimas foram colocados no centro de Roma, no monumento
Vitorio Emanuele, dedicado ao Soldado Desconhecido. Cada caixão foi
coberto com a bandeira italiana.
Centenas de
milhares de pessoas de todo o país passaram em frente aos caixões.
presidente
Carlo Ciampi encurtou uma visita aos Estados Unidos para participar da
cerimônia. Visivelmente emocionado, o presidente abraçou o pai de uma
das vítimas.
Segundo o
correspondente da BBC em Roma, David Willey, o ataque em Nassíria parece
ter unido a Itália. As discussões a respeito da validade da ação militar
no Iraque foram suspensas, pelo menos, por um dia.
(©
BBC Brasil.com)
Italiano renuncia a cargo na
coalizão do Iraque
Um
representante italiano na Autoridade Provisória do Iraque renunciou ao
cargo, acusando o governo americano de ineficiência e de incapacidade de
entender o país que está ocupando.
Marco
Calamai trabalhava em Nassíria, onde 19 italianos morreram em um ataque
a bomba na semana passada.
"A
Autoridade Provisória simplesmente não funciona", afirmou à imprensa
italiana depois de anunciar a sua decisão.
No domingo,
ele já havia dito a repórteres em Nassíria que o suposto fracasso da
coalizão em entender as complexidades da sociedade iraquiana criou
"desilusão, insatisfação social e raiva" entre os iraquianos, permitindo
que o terrorismo se infiltrasse.
Em uma
entrevista com o jornal italiano L'Unita, Calamai se queixou de
uma suposta marginalização dos italianos nas decisões tomadas pela
autoridade interina, liderada pelos Estados Unidos. "Eles (americanos e
britânicos) não nos consultam, não nos envolvem."
ONU
Segundo
Calamai, somente uma administração interina liderada pela ONU poderia
mudar a situação, que ele qualificou como "seriamente comprometida".
A saída de
Calamai ocorre na véspera do funeral dos 19 italianos, cujos caixões
–envoltos pela bandeira italiana – estão, por enquanto, no monumento ao
Soldado Desconhecido, em Roma.
Nesta
segunda-feira, muitos italianos foram prestar homenagem aos mortos,
incluindo o primeiro-ministro italiano, Silvio Berlusconi, o presidente
Carlo Azeglio Ciampi e vários ministros.
Entre as
vítimas italianas, estavam 12 policiais, cinco soldados do Exército e
dois civis. Também morreram nove iraquianos no ataque em Nassíria.
(©
BBC Brasil.com)
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