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Consulado italiano faz greve para pedir segurança

Funcionárias da repartição consular italiana sofreram novo assalto em SP, duas semanas após invasão a prédio

DA REPORTAGEM LOCAL

   Os funcionários do Consulado Geral da Itália em São Paulo decidiram fazer greve hoje em protesto contra a falta de policiamento em frente à sede da repartição, localizada na avenida Higienópolis, na região central, a um quarteirão da Delegacia Anti-Sequestro.

   A decisão foi tomada ontem à tarde, quando duas mulheres que trabalham no consulado foram assaltadas ao saírem do trabalho.

   O fato se deu duas semanas após a invasão do edifício por três ladrões armados, numa ação que resultou em protestos da diplomacia italiana ao Itamaraty. O cônsul-geral da Itália, Gian Luca Bertinetto, na época, reclamou da ausência de presença policial em regime permanente na frente da repartição - essa proteção, na avaliação dele, deveria ser garantida pelo governo brasileiro.

   Luigi Estero, cônsul-adjunto da Itália, se limitou a dizer ontem que ainda está "esperando um nível de segurança adequado".

   Segundo Estero, as duas funcionárias tiveram suas bolsas, com dinheiro e documentos, roubadas por um homem armado, por volta das 15h. No último dia 26, R$ 7.300 foram levados do caixa do consulado - e um dos três assaltantes, mesmo armado, foi rendido por um militar italiano que trabalha desarmado no edifício.

   O cônsul-adjunto diz que a decisão de interromper os serviços na repartição hoje foi tomada pelos próprios funcionários, que avaliam não haver condições mínimas de segurança na área. O consulado tem 60 empregados e atende 200 pessoas diariamente. Estero diz que a decisão de voltar ao trabalho amanhã vai depender de uma assembléia entre eles.

   A Polícia Militar informou que já mandou reforçar a segurança na região. Ontem, às 12h, uma equipe chegou a ser deslocada para ficar na frente do edifício.

   O Itamaraty informou, por meio da assessoria de imprensa, que lamenta esse incidente. Afirmou que vê esse tema com preocupação, mas reiterou a necessidade de os pedidos de proteção serem feitos pela via diplomática.

   No final do mês passado, a assessoria do Itamaraty rebateu os protestos do cônsul-geral da Itália e alegou que a embaixada brasileira em Roma também não recebia policiamento permanente.

   O Itamaraty informou que em junho deste ano houve um assalto, em Roma, na casa do embaixador do Brasil na FAO (Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação), Flávio Perri. O incidente foi resolvido pela via diplomática. (ALENCAR IZIDORO)

(© Folha de S. Paulo)

Visite o site do Consulado Italiano em S. Paulo

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