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ROMA (Reuters) - Supermercados da Itália foram colocados em
alerta na terça-feira para tentar deter o "Acquabomber", uma pessoa
que estaria injetando acetona e água sanitária em garrafas plásticas
de água.
Nas últimas duas semanas, cerca
de 10 pessoas, entre as quais duas crianças pequenas, foram
hospitalizadas com dores estomacais após terem bebido água
contaminada.
Apenas na segunda-feira,
italianos relataram mais de 20 casos de contaminação de garrafas de
diferentes marcas em várias regiões do país.
"O fenômeno está se espalhando como um incêndio florestal", disse ao
jornal Il Messaggero um investigador de Roma. "Estamos concentrando
nossos esforços para impedir isso de continuar e para descobrir onde
tudo começou."
Segundo a polícia, o agressor (ou agressores que o copiaram) usa uma
seringa para injetar pequenas quantidades de líquido venenoso, como
água sanitária, acetona ou amônia, pouco abaixo da tampa das garrafas.
Na maior parte dos casos, os consumidores notaram um cheiro estranho
na água ou perceberam algo de errado e entregaram as garrafas às
autoridades.
Ninguém assumiu a responsabilidade pelos ataques. Para a polícia podem
estar por trás dessas ações um ativista radical anticapitalismo, um
ambientalista ou um sabotador.
Milhares de garrafas plásticas foram retiradas das prateleiras e
seguranças de supermercados têm prestado atenção nos pontos onde se
vendem bebidas. Câmeras de segurança também foram colocadas nesses
locais.
Os primeiros casos foram relatados no final de novembro, no norte da
Itália. Mas os incidentes se espalharam para mais de 20 cidades,
algumas da Sicília (extremo sul do país). Também houve injeção de
produtos tóxicos em embalagens de papelão para sucos e leite.
A venda de água em garrafas plásticas deve despencar e as lojas já
registram um aumento na procura por garrafas de vidro.
A polícia prevê a ocorrência de vários alarmes falsos e de ataques
semelhantes realizados por outras pessoas.
"Muitos são casos de cópia", disse o investigador de Roma.
(Por Shasta Darlington)
(©
MSN Brasil-Reuters)
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