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Morre em São Paulo aos 82 anos o chargista Edmondo Biganti

02/10/2000

 

 

Morreu ontem o artista plástico e chargista Edmondo Biganti, que foi, por 28 anos, responsável por desenhos que satirizavam, enalteciam ou apenas ilustravam fatos publicados pelo Estado. Biganti nasceu em 1918, na Itália, e chegou ao Brasil em 1954. Na Europa, já havia vencido diversos concursos com suas ilustrações e em 1956 foi o escolhido para ser chargista do Estado. O artista também se destacou pintando aquarelas com motivos brasileiros, como as favelas do Rio e as igrejas barrocas de Ouro Preto.

   No Estado, seu trabalho acompanhou notícias que marcaram época, como a chegada do homem à Lua, o escândalo de Watergate e tragédias como a dos Jogos Olímpicos de Munique, em 1972.

   "Os primeiros anos foram bastante significativos, pois me deram a oportunidade de caricaturar Adhemar de Barros e Jânio Quadros, personagens polêmicos de uma época que permitia maior liberdade para o chargista", disse Biganti, ao se aposentar em 1984.

   Naquele ano, resolveu voltar para a Itália, mas fazia questão de afirmar que não esqueceria o País. "O Brasil já faz parte de mim." Biganti viu a aposentadoria como uma oportunidade de se dedicar apenas à pintura.

   O jornalista Frederico Branco, que morreu há apenas 22 dias e trabalhou durante anos com o chargista, escreveu, na época, que Biganti deixaria "não apenas a lembrança do excelente profissional que sempre foi como centenas de fragmentos da própria história, que tão bem soube interpretar e transferir para o papel."

   Biganti acabou voltando para São Paulo, onde morreu, aos 82 anos, vítima de enfarte na manhã de ontem. Ele sofria de insufiência respiratória. (OESP)

(© Folha de S. Paulo)


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